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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Conheça a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Conheça a Lei de Diretrizes e Bases da Educação: https://t.co/NsANkdVgfl. pic.twitter.com/l2L1kqzRE3— Senado Federal (@SenadoFederal) February 5, 2018
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Garoto de 7 anos é retirado da escola algemado por agredir professora nos EUA
Garoto de 7 anos é retirado da escola algemado por agredir professora nos EUA - https://t.co/bFsyv79EXf via https://t.co/9pspGmdql0— Huayrãn Ribeiro (@campinarte) January 30, 2018
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Pichar patrimônio público ou privado é considerado crime pela Lei de Crimes Ambientais
Pichar patrimônio público ou privado é considerado crime pela Lei de Crimes Ambientais. Conheça a lei: https://t.co/kEZh740YyY. pic.twitter.com/Jsdkkxlh2A— Senado Federal (@SenadoFederal) 25 de janeiro de 2018
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
A Lei n. 13.185/15, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying), JÁ ESTÁ EM VIGOR
A Lei n. 13.185/15, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying), JÁ ESTÁ EM VIGOR: https://t.co/PIM7aPfjoL. pic.twitter.com/I4htYAfJb9— Senado Federal (@SenadoFederal) January 20, 2018
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Escola Vinde Meninos com Classe nas Artes / Volta as Aulas / 2018

O ano letivo (2018) na Escola Vinde Meninos com Classe nas Arte já começou.
O retorno se deu no dia 06 de janeiro e começamos com um boa frequência e com um número considerável de novos alunos, a maioria, moradores do Parque Bom Menino.
A grande novidade deste início de trabalho será a construção de um livro cujo título é: "Angelina, a menina que não queria ficar velha", de autoria de Maria da Gloria e o diferencial é que neste livro, as ilustrações serão todas em "Tangram", feitas pelos alunos da classe Boas Novas.
Um pouquinho da história do Tangram?
Aos
queridos alunos, estaremos contando uma história verídica. Bem ilustrada em
forma de Tangram, uma lenda Chinesa. Assim estaremos todos juntos ilustrando a
história de uma menina muito bonita chamada Angelina.
Conta a lenda que um jovem chinês despediu-se de seu
mestre, pois iria iniciar uma grande viajem pelo mundo. Nessa ocasião, o mestre
entregou-lhe um espelho de forma quadrada e disse: - com este espelho você
registrará tudo que vir durante a viagem, para mostrar-me na volta.
O discípulo indagou: Mas mestre, como, com um
simples espelho poderei eu lhe mostrar o que encontrar durante a viagem?
No momento em que fazia esta pergunta, o espelho
caiu-lhe das mãos, quebrando-se em sete peças.
Então o mestre disse: agora você poderá com essas
sete peças, construir figuras para ilustrar o que viu durante a viagem.
sábado, 9 de dezembro de 2017
Escola Vinde Meninos com Classe nas Artes / Festa de encerramento do ano letivo (2017)

Inicio às 9:00, com uma oração, todos cantaram o hino da Escola, a seguir a meditação no Salmo 89: versículos 15, 16: “Bem-aventurado o povo que conhece o som festivo: andará, ó Senhor, na luz da tua face. Em teu nome se alegrará todo o dia, e na tua justiça se exaltará.”
Logo após algumas palavras de agradecimentos de alunas e instrutores.
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
As instituições podem optar por definir valores semestrais, e não anuais, mas os preços devem ter vigência de um ano
As instituições podem optar por definir valores semestrais, e não anuais, mas os preços devem ter vigência de um ano. As regras estão na Lei 9.870. Acesse: https://t.co/fL6l8izjvj pic.twitter.com/agsWBRrbsj— Senado Federal (@SenadoFederal) 19 de novembro de 2017
domingo, 19 de novembro de 2017
Negros e negras brasileiros que deveriam ser mais estudados nas escola
Negros e negras brasileiros que deveriam ser mais estudados nas escolashttps://t.co/Gt4pGMPxU7 pic.twitter.com/iGmpveaoUY— BBC Brasil (@bbcbrasil) 19 de novembro de 2017
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Plenário do Senado aprova MP da reforma do Fies
Plenário do Senado aprova MP da reforma do Fies https://t.co/cOZot2kIss pic.twitter.com/JgR0z9ovTq— Senado Federal (@SenadoFederal) November 8, 2017
Ensinar cidadania aos nossos jovens
Ensinar cidadania aos nossos jovens é ensiná-los a lutar pelos seus direitos e reconhecer suas obrigações. Acesse o conteúdo: https://t.co/13enXoeKba pic.twitter.com/vYkjvmBAK1— Senado Federal (@SenadoFederal) November 8, 2017
domingo, 5 de novembro de 2017
Conheça a lei, que entrou em vigor em novembro de 2015
Conheça a lei, que entrou em vigor em novembro de 2015: https://t.co/koBh34tgD6. pic.twitter.com/hX9aIBsV4r— Senado Federal (@SenadoFederal) November 5, 2017
sábado, 28 de outubro de 2017
Exposição / Esta Escola Pinta e Borda
Aconteceu
dia 28/10/2017 na Escola Vinde Meninos com Classe nas Artes a Exposição – ESTA
ESCOLA PINTA E BORDA: Artes Plásticas, Tapeçaria e Trabalhos Artesanais em
Madeira.
Os
expositores foram os próprios alunos da Escola Vinde Meninos com Classe nas
Artes que simplesmente comprovaram na prática a seriedade e a eficiência dos
cursos ministrados pela Professora Maria da Gloria.
O
quem tem impressionado muita gente é o crescimento e o amadurecimento desses
alunos, principalmente no que diz respeito às Artes Plásticas. Alguns alunos
desde a primeira exposição não pararam mais de receber encomendas e pelo andar
da carruagem o mesmo deverá acontecer com os alunos do curso de tapeçaria.
Destaque
também para os trabalhos artesanais em madeira produzidos por João de Aquino
que mesmo antes da exposição já vem chamando à atenção do público para as suas
obras.
Obs.: Tivemos também as participações de alunos e visitantes declamando poesias para surpresa geral do público presente que acabou levando um banho completo de arte e cultura.
Obs.: Tivemos também as participações de alunos e visitantes declamando poesias para surpresa geral do público presente que acabou levando um banho completo de arte e cultura.
Veja abaixo algumas
imagens:
domingo, 22 de outubro de 2017
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Não ofereça açúcar antes dos 2 anos de idade
A fruta é sempre a melhor opção no lugar do suco. Não ofereça a bebida antes de 1 ano. Não ofereça açúcar ou preparações culinárias que contenham açúcar para crianças menores de 2 anos. Cuidado com a oferta de alimentos não saudáveis para os pequenos. Eles não precisam de alimentos do tipo petit suisse, gelatina, macarrão instantâneo, biscoitos recheados, salsicha, cereais matinais ou bebidas açucaradas. Saiba mais em: saude.gov.br/vivamaissus #VivaMaisSUS
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Conheça a Lei de Diretrizes Básicas da Educação
Conheça a Lei de Diretrizes Básicas da Educação: https://t.co/RSSBfsJe7F pic.twitter.com/z1IDYpYIxA— Senado Federal (@SenadoFederal) 21 de setembro de 2017
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Você é contra ou a favor das punições previstas no projeto?
Você é contra ou a favor das punições previstas no projeto? Vote: https://t.co/Lg03Teezf0. O projeto está atualmente na CCJ do Senado. pic.twitter.com/vyW1VNCMxv— Senado Federal (@SenadoFederal) 11 de setembro de 2017
PRIMEIRA IMPERATRIZ DO BRASIL / Maria Leopoldina

Maria Leopoldina foi arquiduquesa da Áustria, imperatriz do Brasil entre 1822 e 1826, e rainha de Portugal por oito dias, em 1826.
A arquiduquesa Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda Beatriz de Habsburgo-Lorena, que no Brasil iria adotar os nomes de Leopoldina e Maria Leopoldina, era a sexta filha do segundo casamento de Francisco 1o, imperador da Áustria, e 2o da Alemanha (1768-1835) com Maria Teresa de Bourbon-Sicília (1772-1807).
Desde pequena, Leopoldina recebeu uma educação esmerada, adquirindo conhecimentos científicos, políticos, históricos e artísticos, além de aprender idiomas estrangeiros, especialmente o francês. Aos 10 anos ficou órfã de mãe e um ano depois seu pai se casou com Maria Ludovica, que faleceu em 1816. Abalada com a morte da madrasta, Leopoldina sofreu mais duas perdas quando suas irmãs Maria Luisa e Maria Clementina deixaram a pátria para se casar.
No final de 1816, começaram as negociações de seu casamento com o príncipe herdeiro do trono português, Pedro de Alcântara, filho de dom João 6o e Carlota Joaquina. Através desse casamento, Portugal ligaria a Casa de Bragança a uma das mais fortes monarquias europeias, além da possibilidade de se livrar do jugo político da Inglaterra. Já para a Áustria, era a possibilidade de participar do comércio de produtos tropicais.
Em maio de 1817, celebrou-se o casamento por procuração. Em dezembro, dona Leopoldina chegava ao Brasil. Em nove anos de casamento, ficaria grávida nove vezes, com dois abortos e sete filhos, dos quais o mais novo, Pedro de Alcântara (1825-1891), sucederia o pai no trono brasileiro.
Após a Revolução do Porto de 1820, e o regresso de dom João 6o a Portugal em abril de 1821, dom Pedro assumiu como regente. No Brasil, surgiram manifestações de descontentamento, aos primeiros sinais de tentativa de recolonização, com a transferência de importantes setores da administração para Lisboa. Com a mulher, dom Pedro informava-se de muitas coisas da Europa. Além de uma boa visão política, ela era a pessoa que mais podia influenciar o príncipe a renunciar à ideia do retorno a Portugal.
Após amplas manifestações de apoio à permanência do regente, dom Pedro anuncia sua decisão, em 9 de janeiro de 1822, o "Dia do Fico". Em 1º de agosto, declarou inimigas todas as tropas enviadas de Portugal sem o seu consentimento. Com a iminência de uma guerra civil, que pretendia separar a Província de São Paulo do resto do Brasil, no dia 13 de agosto de 1822, dom Pedro passou o poder a Dona Leopoldina, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com todos os poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partiu para São Paulo.
Nesse ínterim, a princesa regente recebeu notícias que Portugal estava preparando uma ação contra o Brasil. Sem tempo para aguardar a chegada de dom Pedro, dona Leopoldina, aconselhada pelo ministro das Relações Exteriores, José Bonifácio, reuniu-se na manhã de 2 de setembro de 1822 com o Conselho de Estado, assinando o decreto da Independência, que seu marido oficializou a 7 de setembro, com o célebre grito às margens do Ipiranga.
Apesar do apoio político ao marido, sua vida conjugal foi sempre perturbada pelas constantes relações adúlteras de dom Pedro, que chegou a humilhá-la, nomeando-lhe como dama de companhia sua amante, Domitila de Castro, também agraciada com o título de Marquesa de Santos. Obrigada a conviver com a rival sob o mesmo teto do Palácio de São Cristóvão, cada vez mais deprimida, e grávida pela nona vez, Leopoldina acabou abortando. Dom Pedro ausentou-se por mais de um mês do palácio na ocasião e Leopoldina morreu sem revê-lo.
sábado, 9 de setembro de 2017
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Ideb é índice simplório para medir boa educação
O Ideb é como uma bússola quebrada. Por já dar alguma direção antes inexistente, é como um oásis ilusório no deserto
Iniciamos em texto anterior uma análise da teoria das inteligências múltiplas, de Howard Gardner, professor da Universidade de Harvard, que, apesar de vir repercutindo positivamente no mundo em vários pontos isolados, ainda carece de um maior estudo, tanto que não é abordada em muitos cursos brasileiros de Psicologia e Pedagogia, e é superficialmente criticada por alguns autores.
Sob certa ótica, esse é um aspecto que destaca a qualidade da teoria de Gardner, pois, dada a deficiência da educação em termos gerais, dada a ainda pouca sensibilidade e a pouca intuição da maioria dos seres humanos, é natural que muitos não percebam o poder que têm as ideias do pesquisador americano.
Um dos principais objetivos de Gardner é criticar a forma pela qual a inteligência das pessoas passou a ser medida, gerando uma porção de consequências a partir do resultado dos testes, como seleção para estudos e trabalhos daqueles com um número mais alto de Quociente de Inteligência (QI), seguindo a ideia de que aquele tipo de teste permitiria saber quem é mais e quem é menos apto para as mais diversas atividades.
Mesmo antes da criação do teste de QI no início do século XX, já tinham havido diferentes tentativas de medir a inteligência das pessoas e de enumerá-las conforme os critérios estabelecidos. Inicialmente, a percepção geral era da inteligência como um talento transmitido hereditariamente, posição, por exemplo, do estatístico inglês Francis Galton.
Antes de Galton, Franz Joseph Gall já havia criado, por volta de 1800, a teoria de que a inteligência estaria ligada à forma da cabeça, propondo uma nova disciplina: a Frenologia. Ele nomeou 37 faculdades ou poderes da mente, sendo o criador de uma primitiva teoria das inteligências múltiplas.
Hoje pode parecer até boba a teoria de Gall, mas, no início do século XIX, ela atraiu muitos adeptos célebres. Como em diversos outros casos, isso nos ensina que o conhecimento está sempre progredindo e que, fatalmente, muito do que se acha boa ciência hoje será considerado ridículo dentro de 10, 50, 100 ou 200 anos, devendo haver maior abertura das pessoas para o novo, para avançar com mais rapidez, ainda que sem imediatismo. O problema é a vaidade, o orgulho e a arrogância que impedem os experts de aceitarem que eles creem hoje em algo que será tido por bobo, inocente ou ridículo.
Bem no início do século XX, Alfred Binet, juntamente com Théodore Simon, desenvolveu os primeiros testes de inteligência, objetivando classificar as crianças, identificar deficiências intelectuais e apontar a série escolar devida de cada uma. Gardner lembra que houve um verdadeiro frenesi em torno dos testes de QI, ainda maior do que aquele gerado pela Frenologia no século XIX.
Escolas, universidades, empresas; todos passaram a testar a inteligência das pessoas, algo que transmitia uma segurança numérica sobre quem era mais e quem era menos capacitado. As pessoas adoram a simplicidade dos números e das classificações, que frequentemente tornam superficiais demais a percepção e confundem todo o pensamento sobre algo muito mais complexo. Muitos consideravam os progressos nos testes de inteligência o grande avanço da Psicologia Cognitiva no século XX, e talvez alguns desavisados assim pensem até hoje.
Gardner já demonstrava, no seu livro publicado em 1983, e reforçou bastante isso nos anos posteriores, que há diversas falhas nos testes de inteligência mais conhecidos. É mais ou menos esse papel que estamos procurando desempenhar, desde outros textos publicados neste blog, em relação ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que causou e ainda vem causando frenesi semelhante àquele gerado pelos testes de QI, sendo similarmente falho.
Aqui chegamos a um dos entroncamentos existentes entre os já estudados Ideb, Pedagogia do Amor e teoria das inteligências múltiplas de Gardner, surgindo algumas dúvidas: 1) Que tipos de inteligência queremos desenvolver nas nossas crianças? 2) Para o que a educação brasileira quer prepará-las? 3) Como o Ideb está ajudando a melhorar a educação do país?
A teoria de Gardner, em conjunto com as abordagens de Goleman e Senge sobre Aprendizagem Socioemocional, ajuda a responder à primeira pergunta. Há diversas inteligências, capacidades ou talentos a serem desenvolvidos, ou diversos aspectos da inteligência, caso assim se prefira, mas a educação prevalecente no Brasil não é capaz de proporcionar isso minimamente.
A resposta à segunda pergunta deve ser: preparar as nossas crianças para a vida. Isto requer o desenvolvimento dos mais distintos aspectos da inteligência, das múltiplas inteligências apontadas por Gardner, sem o prejuízo de existirem outras, como ele mesmo indica.
O que Gardner fez foi utilizar anos de pesquisa em Harvard para selecionar alguns tipos de inteligência principais, acerca dos quais ele tinha alguma segurança, por notá-los nos mais diferentes estudos, que se debruçaram sobre indivíduos com as mais distintas características, de gênios a deficientes.
Isso não significa que as próprias inteligências destacadas por Gardner e apresentadas no último texto não possam ser subdivididas em mais tipos e que outras características humanas não possam ser elevadas ao grau de um tipo de inteligência. Tudo é relativo e uma classificação em tipos de algo é sempre maleável, dependendo dos pesos que se dê, das perspectivas que se utilize.
Mais especificamente sobre o Ideb, respondendo à terceira pergunta realizada acima, é evidente que ele apenas analisa - e mal, sujeito a distorções e manipulações - dois tipos de inteligência, que são as mais conhecidas, por estarem ligadas à ideia limitada e já ultrapassada de inteligência, calcadas apenas na linguística e na lógico-matemática.
Para um país que, em pleno século XXI, não tinha uma avaliação nacional da evolução da educação de mínima abrangência e capacidade de mostrar algo relevante, o Ideb somente podia causar o frenesi visto no país. No entanto, da parte da administração pública, tal efeito se deve infelizmente muito mais ao uso político do índice do que a uma verdadeira preocupação com a qualidade da educação.
O Ideb é como uma bússola quebrada. Quando não se sabia nem para onde ir e se descobre um instrumento que aponte para um caminho, é como encontrar um oásis no deserto. O frenesi é compreensível, mas não é positivo.
Ao se mostrar que o instrumento está apontando para o caminho errado, é também compreensível que as pessoas relutem bastante em aceitar esse fato, pois é como retirar o doce da criança ou como provar que aquele oásis no deserto era mera ilusão da mente. Como é natural do ser humano neste estágio de desenvolvimento, mas não é positivo, muitos preferem o comodismo da ilusão do que as novas exigências da realidade.
Se a Aprendizagem Socioemocional é, como visto, tão ou mais importante do que a aprendizagem acadêmica clássica, focada apenas nas inteligências linguística e lógico-matemática, um teste que não meça adequadamente as inteligências interpessoal e intrapessoal, é paupérrimo. Ele pode apontar que crianças estão muito bem educadas, quando, em verdade, estão apenas preparadas em uma pequena parte dos aspectos da inteligência por conta da necessidade de obter uma boa nota num teste determinado.
Como se sabe, em muitos municípios os melhores alunos estão sendo selecionados para fazer o Ideb, enquanto os mais fracos recebem atestados. Aqueles que vão fazê-lo são especificamente preparados, sobretudo quando se está próximo da prova, sem falar em casos mais graves informalmente comentados por quem é do meio.
Deste modo, os resultados no Ideb servem para pouca coisa; servem mais para iludir a população acerca de uma suposta capacidade administrativa dos governantes do que para direcionar uma melhoria real e significativa de algo tão fundamental e atrasado como a educação brasileira. O curioso é que a maioria dos supostos grandes especialistas da educação assistem a tudo atônitos e aceitam o Ideb com o mesmo frenesi que se aceitava e ainda se aceita os testes de QI.
No texto seguinte, iremos começar a desenhar os contornos para novos testes de avaliação da qualidade da educação brasileira, que sejam mais completos, mais complexos no sentido de entrelaçar os diferentes tipos de inteligência e cujos resultados indiquem melhor onde cada escola precisa avançar.
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Dia do Estudante / 11 de Agosto
ORIGEM / No dia 11 de
agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de
ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este
último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em
entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que
abrigava a faculdade mais próxima.
Na capital paulista,
o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa
construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham
apenas 40 anos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros
escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco,
incorporada à USP em 1934.
Cem anos após sua
criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida
para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante,
em 1927.
SER ESTUDANTE
Se quiseres ser um
verdadeiro estudante
Não aprenda só o
superficial,
Pois o difícil pode
se tornar barreira vencida.
Para aquele cujo
momento chegou agora, nunca é tarde demais!
Aprender o ABC não
basta, mas aprenda-o.
Procura na escola o
que deseja para tua vida,
Pois ela te
recolherá, orientará, dirigirá.
Confia nos teus
mestres: eles não te decepcionarão.
Se não tens teto,
cobre-te de saber,
De vontade, de
garra.
Se tens frio, se
tens fome,
Agarra-te ao livro:
ele é uma boa arma para lutar.
Se te faltar
coragem,
Não tenha vergonha
de pedir ajuda.
Certamente haverá
alguém para te estender a mão.
Sê leal, fraterno,
amigo, forte!
Nunca te deixes ser
fraco, desleal, covarde.
Pois tu, jovem
estudante,
tens que assumir o
comando do teu país.
Respeita para ser
respeitado.
Valoriza para ser
valorizado.
Espalha amor para
seres amado.
Não tenhas medo de
fazer perguntas:
toda a resposta terá
sentido.
Não te deixes
influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas.
Tenha a tua própria
linguagem (aperfeiçoa-te).
Quando te deparares
com a injustiça, a impunidade, a corrupção,
a falta de limites,
o abuso de poder,
Pensa na existência
de tudo o que te cerca.
Busca o teu ideal e
lembra: um valor não se impõe, se constrói.
Não faça do teu
colega, uma escada para subir.
Isto é imoral e a
imoralidade não faz parte da tua lição.
Autora: Marina da
Silva
CÓDIGO DE ÉTICA DO
ESTUDANTE
I – Faze da tua
crença em Deus e nos destinos sobrenaturais do Homem a luz que te guiará no
meio da confusão dos desorientados e da corrupção dos costumes.
II – Toma o Brasil
que herdaste dos teus maiores e transmite-o engrandecido e mais belo à geração
que te suceder.
III – Imita os
heróis da tua Pátria, cultua as tradições da tua gente, confia nas imensas
possibilidades do teu povo, fala-lhe transmitindo-lhe o fogo do teu ideal; e,
falando ou escrevendo, estudando, ou agindo, crê no futuro do Brasil.
IV – Sustenta o
principio da Família e honra a teus pais. A Família, primeiro grupo natural, é
o próprio fundamento da Pátria e o bom filho será forçosamente bom patriota e
saberá um dia constituir o seu lar com dignidade cristã e sentimento de
responsabilidade histórica.
V – Sê honesto em
tudo o que pensares, disseres ou fizeres. Reflete antes de dares a tua palavra
e, se a empenhares, cumpre-a, ainda que isso te custe o maior sacrifício.
Evita, pois, prometer o impossível e considera desonroso prometer e não
cumprir.
VI – És estudante e
deves estudar; és moço e podes divertir-te; lembra-te, entretanto, de que és
também brasileiro e deves uma parte do teu tempo aos interesses da tua Pátria.
VII – Honra o
diploma que um dia conquistares, mas não o coloques acima do teu saber.
VIII – Não permitas
que o profissional elimine o Homem que vive em ti.
IX – Nos exames e
concursos, nas empresas que empreenderes e nas funções que desempenhares, se
não puderes ser o primeiro, procura aos menos ser um dos primeiros.
X – Jamais coloques
as conveniências da tua carreira política, profissional ou social acima da tua
trajetória moral e espiritual, em que o vulgo talvez não te perceba, mas em que
te elevarás aos olhos de Deus, engrandecendo-te ainda perante a Posterioridade.
XI – Lembra-te
sempre de que a verdadeira grandeza está na virtude e não no êxito dos negócios
ou da carreira, porque os bens do mundo são inconstantes e podes perdê-los, ao
passo que os bens acumulados em ti mesmo à custa de aperfeiçoar-te no saber e
na dignidade, nenhuma força conseguirá destruí-los.
XII – Nunca julgues
o valor dos homens pelo poder ou pelas honrarias que desfrutam; julga-o, antes,
pelo teor do caráter, que se revela na coerência das atitudes, na humilde
simplicidade ao colher o lucro da vitória e na calma viril ao sofrer o peso da
derrota.
XIII – A altitude de
uma montanha só se avalia do alto de outra montanha; eleva-te portanto,
moralmente, e so assim poderás ter noção exata da grandeza ou da mesquinhez dos
homens do teu tempo.
XIV – Não te
impressiones com a riqueza dos ricos e o brilho dos que esplendem em altos
postos; impressiona-te, sim, com a sabedoria dos sábios, o heroísmo dos heróis
e a santidade dos santos.
XV – Combate todas
as normas ditas do direito, originadas pela imposição da força; cultua a
verdadeira justiça, que se funda na razão e se inspira nos valores espirituais.
Contribuirás, assim, pelo predominio do moral sobre o material, para que reine
a verdadeira paz entre as pessoas e as nacionalidades.
XVI – Prefere a minoria
esclarecida à maioria inconsciente e cega pelas paixões e interesses
transitórios.
XVII – Habitua-te a
consultar o mais íntimo da tua consciência , a fim de que te não iludas por
alguma voz que te engana falando em lugar dela, nas horas em que te deixas
levar pelas paixões ou pelo desejo de desempenhar um bonito papel cortejando a
fácil popularidade.
XVIII – Não sejas
como os ignaros, que se guiam pelos títulos de jornais escandalosos e dão
crédito, sem nenhum exame, ao que está em letra de forma.
XIX – Ensina o povo
a raciocinar; é esse o meio de o libertar dos tiranos, dos aventureiros, e
mistificadores.
XX – Evita a
demagogia balofa, o palavreado sonoro e vazio, a literatura banal, os tropos
oratórios sem conteúdo; fala quando tiveres o que dizer e dize-o com
sinceridade, porque a força do discurso está na convicção do orador.
XXI – Arranca a
juventude da disponibilidade, da inércia, da indiferença que a aviltam faze-te
apostolo, dissemina entusiasmo, mobiliza os da tua idade para a obra fascinante
da construção nacional.
XXII – Estuda os
problemas nacionais, tendo em vista que nâo , existem problemas isolados, pois
todos se conjugam e devem ser resolvidos em largo plano de realizações.
XXIII – Entre um
lugar no governo e um lugar honroso na História, prefere este, do qual ninguém
poderá remover-te nem demitir-te, nem aposentar-te.
XXIV – Sê um homem
de pensamento, mas um homem de ação. 0 pensamento para transformar-se em ação
precisa, primeiro, transformar-se em sentimento. Idéia que não é sentida é idéia
morta. A ação é forma objetiva de idéias vivas, oriundas de realidades e
criadoras de novas realidades. Cultiva o ideal, mas sê realista.
XXV – Procura
conhecer a fundo a profissão que abraçares; faze dela um instrumento da tua
cooperação na obra da felicidade humana e da prosperidade da Pátria.
XXVI – Não abdiques
nunca a tua personalidade, para vestir a libré de áulico ou beijar as mãos que
distribuem empregos ou bons negócios em troca da alma dos beneficiados.
XXVII – Combate o
burguês que está dentro de ti. A burguesia não é uma classe, é um estado de
espírito. É o conformismo, o comodismo, o interesse vulgar, o prazer mesquinho,
a incapacidade de ideal, a demissão dos deveres, a submissão ao cotidiano, o
fatalismo inerme, a indiferença criminosa, o abandono a rotina, o egoísmo cego
a ostentação ridícula, a descrença e a incapacidade de ação. Liberta-te desse
mal do século; será o primeiro passo para a libertação de tua Pátria e da
própria Humanidade, hoje oprimida pelos seus próprios vícios.
XXVIII – Não te
consumas em elocubrações estéreis e dúvidas doentias alimentadas por ti mesmo.
Entre os negativos e os dubitativos, sê afirmativo.
XXIX – Primeiro,
convence-te; depois, convencerás aos outros.
XXX – Não te faças
escravo do último livro que leres.
XXXI – Sê
brasileiro; não é difícil; basta que sejas o que és e não o que os estrangeiros
e os esnobes, os internacionais e os cosmopolitas querem que sejas.
XXXII – Pergunta
diariamente à tua consciência: que fiz hoje para enriquecer a minha
inteligência, para aprimorar as minhas virtudes, para beneficiar os meus
semelhantes, para servir a minha Pátria e para agradar a Deus?
XXXIII – Estuda a
História do Brasil, não como um espectador , mas sim como um participante dos
acontecimentos por ela revelados; no momento em que a estudas, constituem uma
continuidade da narrativa heróica: és a derradeira palavra do Passado e a
primeira palavra do
XXXIV – Aprimora-te
na arte de bem falar e bem escrever a tua língua; um povo que perde a tradição
da palavra, acaba perdendo todas as tradições, porque o idioma vernáculo é o
veículo da História e o instrumento intelectual da sustentação da personalidade
de uma Pátria.
XXXV – Festeja com
alegria a ressurreição de um jovem que estava morto e apodrecia no sepulcro da
indiferença, do desânimo, da dúvida, ou da insensibilidade, porque nesse
momento o Brasil tornou-se mais forte.
XXXVI – Procura, primeiro,
compreender, para depois te fazeres compreendido; se assim não procederes, em
vez de atrair, irritas e longe de conquistar um amigo, arranjarás um inimigo.
XXXVII – Sê
cavalheiro na palavra que dizes e no tom em que a proferes; isso não impede de
sustentares as tuas convicções e terás mais facilidades em transmiti-las.
XXXVIII – Não
afirmes em detrimento de outrem senão aquilo que tiveres como certo e, assim
mesmo, quando isso for necessário para evitar maior mal. Combate a desgraça
nacional da calúnia, da injúria e da maledicência, evitando conversas ociosas a
respeito de pessoas. Eleva o nível das tuas conversações e imprime aos teus
debates uma impecável linha de elegância.
XXXIX – Confessa o
teu erro se te surpreendes errado; não sofismes por vaidade ou mal compreendido
amor próprio, a fim de não passares por desonesto ou pouco inteligente.
XL – Se és incapaz
de sonhar, nasceste velho; se o teu sonho te impede de agir segundo as
realidades, nasceste inútil; se, porém, sabes transformar sonhos em realidades
e tocar as realidades que encontras com a luz do teu sonho, então serás grande
na tua Pátria e a tua Pátria será grande em ti.
O QUE É SER
“ESTUDANTE”?
Será estudante
apenas aquele que estuda e porventura tem avidez de conhecimento, de sabedoria?
Querer saber não é
atributo da criança e do jovem, como do adulto que jovem continua a ser?
Deste pensar, será
estudante quem mantiver o desejo de saber e com o saber o espírito de
juventude!
E ser jovem, o que
é?
Não é ser idealista
e também acreditar em efêmeras ilusões?
E nessas efêmeras
ilusões (ficções ou miragens), não estão os “seus amores”, porventura de breve
duração, “como as rosas de um dia”, “perfume de sonho que se sonhou”?
Assim pensando, em
dada canção dedicada aos estudantes, que o mesmo é dizer, aos jovens que o
sejam, está dito:
“Quero ficar sempre
estudante
para eternizar a
ilusão de um instante…”
A pretender-se
guardar no sacrário do nosso ser, esses ideais e sonhos de amor, perdurados
pelo tempo fora com espírito jovem – porque o espírito não tendo corpo não
envelhece!
Autor: Prof. Dr.
Aureliano da Fonseca
Fonte: www.brasilcultura.com.br
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
História da bandeira da cidade do Rio de Janeiro

O passado dos símbolos oficiais de uma cidade, estado ou país sempre remetem a importantes lembranças. A bandeira da cidade do Rio de Janeiro é um desses casos.
A atual bandeira da cidade do Rio de Janeiro passou a ser utilizada em oito de junho de 1908, durante a gestão do prefeito Francisco Marcelino de Sousa Aguiar. A flamula tem o fundo branco com duas listras azuis, postas em diagonal, constituídas de uma banda e uma barra, na forma da cruz de Santo André. No centro desse cruzamento está o Brasão de Armas da cidade, todo em vermelho, à exceção da esfera armilar com as três flechas e o barrete frígio, estes dois em branco.
O azul e o branco simbolizam a origem portuguesa. São as cores tradicionais da Monarquia de Portugal. O vermelho remete ao sangue derramado por São Sebastião, padroeiro da cidade, e por Estácio de Sá, fundador do município.
“Esse desenho básico foi pouco modificado até os dias atuais. Somente durante o período do Estado da Guanabara, quando teve pequenas mudanças”, frisa o historiador Maurício Santos.
Cem anos depois da adoção definitiva dessa bandeira, em oito de junho de 2008, na prefeitura de Cesar Maia, através do decreto nº 29.526, foi institucionalizado o dia da Bandeira da Cidade do Rio de Janeiro.
De acordo com escritor Clóvis Ribeiro, no livro Brasões e Bandeiras do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro teve outras três bandeiras. A primeira, que teria sido utilizada na recepção da chegada da família Real, em 1808, é descrita por Clóvis como: “Seada branca, com franjas e galões de ouro, tendo dentro de um escudo em estilo barroco, bordado a ouro, prata e seda amarela e vermelha, e a imagem de São Sebastião pintada a óleo”. Essa foi usada até 1822.
Tempos depois, na coroação de D. Pedro Primeiro, uma flamula bem parecida com a bandeira imperial, passou a ser utilizada. Em 1831, a primeira bandeira voltou ao posto, mas sem o uso do elmo no desenho.
Sempre presente em grandes acontecimentos da nossa cidade, nossa bandeira nos representa.
Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.
História da bandeira da cidade do Rio de Janeiro - Diário do Rio de Janeiro
terça-feira, 1 de agosto de 2017
sexta-feira, 21 de julho de 2017
quarta-feira, 12 de julho de 2017
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